No dia a dia do escritório, percebi que as mulheres não têm conhecimento sobre o financeiro do casal. Quem toma conta desse assunto é, geralmente, o homem.
Na hora do divórcio, isso afeta negativamente o lado da mulher.
É ela quem geralmente sai da casa onde a família morava, e vai se abrigar aonde? Na casa dos pais.
Então aí estão duas coisas “erradas”.
Primeiro, no momento em que ela sai de casa e vai morar com os pais, no olhar da justiça, ela já não precisa de tanta urgência, afinal, ela está abrigada.
Segundo, se ela sai sem nenhum documento que prove a realidade financeira do ex casal, será mais difícil conseguir esses documentos na via judicial.
Claro que há documentos públicos, como por exemplo, matrícula de imóvel. Mas, e se o marido comprou imóveis/bens e fez contrato particular, e você não tem cópia disso e nem qualquer indício de provas nesse sentido?
Sempre gosto de comparar o(a) Advogado(a) com o Médico: quando você está com uma dor, você vai ao médico, não vai? É a mesma lógica com o(a) Advogado(a). Por isso, se você está com uma “dor” no casamento, procure um profissional de sua confiança e tire todas as suas dúvidas. Reúna toda a documentação necessária antes mesmo de sair de casa, se é que sair de casa é a orientação.
Obviamente cada caso deve ser analisado na sua individualidade, essas são apenas algumas peculiaridades da maioria dos casos de divórcio.